“Uma corrente é tão forte quanto o seu elo mais fraco”

Analisando essa máxima, e aplicando-a no contexto atual no qual muitas organizações se encontram, principalmente aquelas que investiram e ainda investem grandes somas na implementação de sistemas informatizados como “a solução”, pergunto: o que ainda pode ser feito para melhorar a eficiência e a eficácia de suas proposições?

Ora, sistemas informatizados por si só são apenas ferramentas que “podem” facilitar e agilizar processos e fluxos de informações. Porém, se essas ferramentas não forem bem administradas, seus resultados podem não ser satisfatórios ou podem até mesmo prejudicar o desempenho de uma organização. Na verdade não existe um mundo virtual sem a presença real do ser humano.

O mundo da tecnologia da informação está a todo vapor, principalmente agora com os App’s. Os sistemas corporativos estão cada vez mais integrados, utilizando bases de dados altamente normalizadas, evitando ao máximo informações em duplicidade. Assim sendo, é evidente que as organizações que investem pesado em tecnologia da informação se sintam altamente produtivas e competitivas. E são, comparadas às outras que ainda engatinham nessa premissa. Mas afinal, é só isso? E os processos, aqueles mais importantes, que dependem de decisões humanas, onde ficam? Será que só alimentar um sistema informatizado resolve?

Recentemente li um artigo, até meio antigo, 2012, sobre um trabalho realizado no Instituto do Câncer Dr. Arnaldo Vieira de Carvalho, em São Paulo, o qual me chamou a atenção. Esse trabalho, conhecido pelo nome “lean healthcare”, versão para a área de saúde da tecnologia “lean manufacturing” (produção enxuta), a qual grandes empresas como Toyota, Honda, 3M, entre outras, adotaram visando a redução de desperdícios, foi aplicado nessa instituição, produzindo um efeito extraordinário, reduzindo em 76% o tempo de espera de pacientes e aumentando em 50% o número de pacientes atendidos.

A tecnologia de mapeamento, desenho e redesenho de processos e fluxos de informações identifica, dentro de uma organização, de forma clara e amplificada, os pontos fortes, assim como os pontos que precisam ser melhorados dentro do conjunto de processos existentes para resoluções de determinadas tarefas, objetivando a eficiência e a eficácia de sua execução. Concomitantemente, identifica os gargalos, as falhas de integração entre os processos, as atividades redundantes, as tarefas de baixo valor agregado, os retrabalhos, entre outros, proporcionando redução dos custos operacionais e o excesso de documentação, melhorando o entendimento sobre os processos, aumentando assim a produtividade.

Depois de muitos anos de experiência como analista de sistemas, desenvolvedor de sistemas informatizados corporativos, e analisando seus resultados, cheguei à conclusão de que a maioria das empresas, talvez por desinformação, não atentam para esse detalhe, que na minha opinião é de grande relevância.

A tecnologia de mapeamento, desenho e redesenho de processos e fluxo de informações ajuda a fortificar os elos mais fracos de uma corrente, tornando-a mais resistente.

Carlos Henrique Valente

Referência:

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1131604-tecnica-industrial-faz-hospital-atender-mais.shtml